Mais do que uma exigência legal, um item essencial que
pode salvar vidas. Porque cada segundo conta em uma emergência.

Imagine que você está em um prédio e, de repente, soa o alarme de incêndio. A primeira reação é buscar a saída o mais rápido possível. Mas, enquanto tenta se orientar, a energia elétrica do local é interrompida, e o ambiente fica completamente escuro. Nesse cenário, as pessoas começam a se desesperar, esbarram umas nas outras, e o cheiro de fumaça se intensifica. Todos sabem que há saídas, mas não conseguem localizá-las, pois a visibilidade é praticamente nula.
Infelizmente, esse tipo de situação é mais comum do que se imagina. Em um princípio de incêndio, o desligamento da energia elétrica pode ocorrer automaticamente como medida de segurança. Isso evita que curtos-circuitos gerem novos focos de fogo ou agravem o incêndio.
Nessas circunstâncias, a sinalização de emergência tem papel fundamental. Além de orientar os ocupantes da edificação sobre as rotas de fuga, ela é essencial para a atuação da equipe de emergência — que, em muitas vezes, não conhece o layout do local e precisa localizar rapidamente os equipamentos de combate, como extintores e hidrantes.
Mesmo com brigadas de incêndio treinadas, situações imprevistas podem acontecer, exigindo uma evacuação rápida também por parte desses profissionais. Por isso, a sinalização de emergência precisa estar sempre visível, mesmo na ausência de luz.
Pensando nisso, a ABNT NBR 16820, bem como as Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros, determinam que a sinalização de emergência deve ser confeccionada com material fotoluminescente. Esse tipo de material é capaz de emitir luz própria no escuro, após ser exposto a uma fonte luminosa por um determinado período.

Garantir a visibilidade das rotas de fuga e dos
equipamentos de segurança, mesmo em situações críticas, pode salvar vidas. E as
placas fotoluminescentes são aliadas indispensáveis nesse processo.
Como funciona a fotoluminescência?
A fotoluminescência é a propriedade que certos materiais
possuem de emitir radiação luminosa após serem expostos a uma fonte externa de
luz. Durante essa exposição, o material absorve energia por meio dos fótons
presentes na luz — seja ela natural (como a luz solar) ou artificial (como
lâmpadas fluorescentes ou LED). Quando a fonte de luz é interrompida, o
material libera essa energia absorvida gradualmente, na forma de brilho visível
no escuro.
Essa característica permite que as placas confeccionadas com
materiais fotoluminescentes permaneçam visíveis mesmo em ambientes totalmente
escuros, como pode ocorrer em casos de falha de energia durante um incêndio.

No Brasil, o uso da fotoluminescência em sinalização de emergência foi normatizado a partir de 2004, com a publicação da norma ABNT NBR 13434 — a primeira a regulamentar os requisitos para a fabricação, aplicação e desempenho desse tipo de sinalização.
Desde então, a fotoluminescência tornou-se uma tecnologia essencial em sistemas de segurança contra incêndio. Em emergências, como incêndios ou apagões, as placas fotoluminescentes auxiliam na orientação das rotas de fuga e na localização de equipamentos de combate, contribuindo para um abandono mais rápido, seguro e eficiente.
Onde utilizar a sinalização fotoluminescente

A sinalização fotoluminescente é amplamente empregada em sistemas de segurança contra incêndio, especialmente na sinalização de emergência, que inclui:
- Sinalização de orientação e salvamento (rotas de fuga);
- Identificação de equipamentos de combate a incêndio e alarmes;
- Sinalização de proibição e alerta.
A rota de fuga é o caminho que as pessoas devem percorrer para alcançar as saídas de emergência em caso de abandono. Para ser eficiente, essa rota precisa estar corretamente sinalizada, com placas que indiquem o trajeto, a direção e os pontos críticos como escadas, obstáculos, portas e, principalmente, as próprias saídas.

Em situações de emergência, especialmente sob estresse e pânico, a capacidade de raciocínio pode ser comprometida. Por isso, a sinalização precisa ser clara, visível e instalada em locais estratégicos, permitindo que mesmo pessoas desorientadas consigam encontrar o caminho seguro.
Além disso, os equipamentos de combate a incêndio, como extintores, hidrantes e alarmes, devem estar devidamente identificados com sinalização fotoluminescente. O acesso rápido a esses itens pode ser determinante para conter um foco de incêndio antes que ele se torne incontrolável.

É importante lembrar que, no dia a dia, as pessoas raramente prestam atenção aos equipamentos de emergência. Mesmo frequentando o mesmo ambiente todos os dias, é comum não saber exatamente onde eles estão localizados — e localizá-los no escuro, em meio ao caos, é ainda mais difícil.
Por isso, a sinalização deve ser tratada com a mesma importância dos próprios equipamentos e demais elementos do sistema de segurança contra incêndio. De nada adianta a presença de saídas de emergência ou extintores em uma edificação se, no momento mais crítico, as pessoas não conseguirem localizá-los.
Infelizmente, muitas empresas, por falta de conhecimento técnico, acabam adquirindo placas fora dos padrões estabelecidos pelas normas vigentes — muitas vezes, sem fotoluminescência. Em caso de falta de energia, essas placas se tornam inutilizáveis, colocando vidas em risco.
Mais do que simplesmente instalar placas, os profissionais responsáveis pela segurança da edificação devem realizar uma análise criteriosa da sinalização existente, verificando:
- Se as placas são confeccionadas com material fotoluminescente conforme as normas (como a ABNT NBR 16820);
- Se ainda mantêm sua capacidade de emissão de luz no escuro, mesmo após certo tempo de uso.
Vale destacar que muitas placas disponíveis no mercado perdem sua eficiência fotoluminescente com o tempo, especialmente se forem de qualidade inferior. Por isso, a manutenção periódica e a substituição preventiva são fundamentais para garantir a eficácia do sistema de sinalização.
Aspectos legais e normativos
O uso de placas fotoluminescentes é obrigatório conforme a legislação vigente. Sua aplicação é regulamentada pelas Instruções Técnicas (ITs) dos Corpos de Bombeiros dos estados brasileiros e pela norma nacional ABNT NBR 16820, publicada em 29/09/2020.
Essa norma substituiu a antiga ABNT NBR 13434 (partes 1, 2 e 3) e passou a estabelecer de forma mais abrangente e atualizada os critérios para o uso da sinalização de emergência fotoluminescente nos projetos de segurança contra incêndio e nas edificações. A ABNT NBR 16820 define:
- As cores, formas e símbolos padronizados;
- As características físicas e de desempenho das placas;
- A resistência a agentes externos;
- As alturas de instalação e visibilidade;
- E diversos outros requisitos técnicos.
Um aspecto fundamental previsto na norma é a duração do brilho das placas fotoluminescentes. O tempo de luminescência precisa ser suficientemente longo para garantir a visibilidade da sinalização durante todo o período necessário para evacuação, combate ao incêndio e resgate de pessoas.
Mesmo após a evacuação inicial, pode haver vítimas presas no interior da edificação, e as equipes de resgate e do Corpo de Bombeiros podem precisar de horas para localizar sobreviventes ou combater totalmente o fogo.
Por isso, conforme exigido pela norma, as placas fotoluminescentes devem manter sua capacidade de emissão luminosa por, no mínimo, 1800 minutos

Conclusão
Saber o que fazer, para onde ir, quais equipamentos utilizar e como usá-los corretamente pode salvar vidas. Por isso, a sinalização fotoluminescente precisa estar instalada de forma clara, bem posicionada e visível em qualquer condição — especialmente em situações de emergência, como falta de luz ou presença de fumaça.
Além da correta instalação, é fundamental atenção rigorosa aos aspectos técnicos e normativos. Nesse sentido, a Everlux se destaca ao produzir sinalizações fotoluminescentes em total conformidade com a ABNT NBR 16820, atendendo a todas as exigências legais em vigor no Brasil.
Os requisitos legais e normativos não existem por acaso: eles são criados para garantir o máximo de segurança às pessoas que frequentam ou trabalham nas edificações. O descumprimento dessas normas pode gerar consequências sérias, tais como:
- Reprovação da edificação na vistoria técnica do Corpo de Bombeiros;
- Responsabilização civil ou criminal do responsável técnico ou proprietário, em caso de sinistro com vítimas;
- Recusa no pagamento do seguro, caso seja constatado descumprimento das exigências legais.
A Everlux Brasil conta com uma equipe de profissionais capacitados para oferecer orientação técnica e suporte completo na escolha e aplicação das placas fotoluminescentes, contribuindo para a proteção de vidas e do patrimônio.
Se a sua empresa ainda não utiliza sinalização fotoluminescente conforme as normas vigentes,
fale com a nossa equipe ou acesse a loja virtual da Everlux Brasil e garanta a segurança dos seus colaboradores, clientes e visitantes.